A Bolsa de Valores, o Reino, o Sapateiro e o Dilúvio

Neste Shabat lemos a Parashat Noach, que tem muito a ver com os tempos de crise que estamos vivendo. E o Eterno nos dá uma chance de estar acima de todo dilúvio da crise, problemas e preocupações. Ainda no começo da criação Ele nos presenteou com uma Arca, com um descanso semanal, nos resta apenas acreditar e entrar no descanso do Eterno, e Ele cuidará de nossas vidas dia após dia.

“Portanto, permanece ainda a observância do Shabat para o povo de Elohim. Pois todo aquele que entra no seu descanso, descansará de suas obras, assim como Elohim descansou de Suas obras.” (Ivrim/Hebreus 4:9-10)

Comentário da Parashat Noach

Por Sha’ul Bentsion

I – Déjà vu Contextual


“A terra, porém, estava corrompida diante da face de Elohim; e encheu-se a terra de violência. E viu Elohim a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.” Bereshit (Gênesis 6:11-12)

Muito costuma-se falar acerca do estado espiritual absolutamente deplorável da terra à época do dilúvio. Contudo, existe um detalhe que quase nos passa desapercebido: O mundo, naquela época, estava em crise. Muitas vezes representa-se o mundo, na época de Noach, como um verdadeiro convite ao hedonismo – e de fato o era – mas a Torá diz mais do que isso. A Torá diz que a terra estava corrompida. Ora, a terra corrompida já não podia mais suportar o sustentar o homem da forma como deveria. A violência também é um sinal de que viver naquela época era profundamente desconfortável.

O Sefer Chanoch (Livro de Enoque) nos traz ainda mais detalhes sobre essa época tão terrível, relatando a profunda atividade dos anjos caídos, que espalharam sua sabedoria acerca dos segredos celestiais não de forma a levar o homem a glorificar a Elohim, mas sim de forma a levar o ser humano cada vez mais à violência, ao egocentrismo, à auto-suficiência e à idolatria:

“E Azaz’el ensinou aos homens a fazerem espadas de ferro, e facas, e escudos, e peitorais de bronze, e os fez conhecerem os metais que são escavados da terra, e a arte de trabalhar o ouro, e o conhecimento da prata, e braceletes, e ornamentos, e o conhecimento do antimônio, e da sombra dos olhos, e de todo tipo de pedras preciosas, e todas as tinturas coloridas. E eis que se levantou grande iniqüidade, e sendo ímpios, foram desviados, e se tornaram corruptos em todos os seus caminhos. Shemichazah ensinou encantamentos, e o cortar raízes, Hermoni o desfazer encantamentos, Barak’el ensinou os sinais de trovões, Kokav’el as constelações das estrelas, Zik’el os sinais de luz, Ar’tekif os sinais da terra, Shimsh’el os sinais do sol, e Sahri’el os sinais da lua. E eles começaram a revelar estes segredos às suas esposas. E como parte da humanidade estava perecendo na terra, eles pranteavam, e o seu pranto subiu até o céu.” (Sefer Chanoch cap. 8 )

Vemos que aqueles não eram tempos de bonança, mas sim de grande pranto e morte. E, ainda assim, as pessoas rejeitavam ao chamado de Noach. Muito provavelmente, Noach era taxado de maluco, por anunciar ao mundo que o mesmo estava chegando ao seu fim.

Pelo que conhecemos da forma de YHWH agir, ao longo das Escrituras, vemos que Ele sempre envia alertas cada vez mais enfáticos para que a humanidade deixe de lado os caminhos malignos de seus corações, e busque a Ele. Sobre essa época, Yeshua diz exatamente isso:

“Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noach entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.” (Matitiyahu/Mateus 24:38-39)

Se atentarmos para as palavras de Yeshua, veremos que estamos vivendo novamente tempos semelhantes aos de Noach. YHWH tem permitido que o mundo consoma a si próprio em sua iniqüidade, e nem assim o ser humano tem atentado para ele.

Nos últimos anos, temos visto catástrofes naturais sem precedentes históricos, alertas em todos os campos da ciência (astronomia, física, geologia, ecologia, sociologia, etc.) de que o mundo não mais suportará caminhar desta forma por muito mais tempo. Temos assistido a um aumento tamanho da violência e da brutalidade que hoje temos assassinos em idade pré-escolar. O amor também tem se esfriado, conforme dizem as Escrituras, a medida em que as pessoas se voltam cada vez mais para cuidarem de suas próprias vidas.

E o que faz o mundo? Casa e dá em casamneto, come e bebe. Cada pessoa prefere viver a sua vida sem ter que se preocupar com sua responsabilidade sobre o todo.

II – Onde está sua confiança?

Estamos começando a viver o fim dos tempos, se hoje não estamos mergulhados em águas, estamos mergulhados em uma crise financeira cujo potencial assustador pode colocá-la como a pior crise dos últimos dois séculos.

Nós como seguidores de Yeshua devemos olhar para os sinais, e aprender a interpretá-los, assim como Yeshua disse à sua geração:

“Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?” (Matitiyahu/Mateus 16:2-3)

Muitas pessoas olham para os noticiários e se alarmam, mas não atentam para os sinais. Sinais de YHWH sempre nos querem dizer alguma coisa, nos alertar para algo que precisa ser trabalhado em nós.

Quando as pessoas lêem sobre tais crises e catástrofes nos noticiários, logo pensam em Guilyana (Apocalipse) e nas profecias terríveis que lá são descritas. De fato, nenhum yud ou um traço de tais profecias deixará de se cumprir, pois YHWH o disse. Contudo, há algo mais nos sinais. Algo para o qual devemos atentar.

As pessoas à época de Noach tinham algo de muito semelhante à nossa época: Elas estavam desesperadas. Os nefilim de fato espalharam o terror sobre a face da terra – não só eles, mas todos os que sucumbiram aos ensinamentos malignos das Sentinelas.

Contudo, quando Noach, cujo próprio nome significa “repouso”, anuncia ao mundo que Elohim era a solução para lhes dar descanso de tanta iniquidade, o mundo não lhe dá ouvidos. As pessoas se voltam para os seus reis, seus exércitos, suas fortalezas, enfim, qualquer coisa que lhes desse algum senso de confiança.

Durante milênios as Escrituras têm dito: Maldito o homem que confia no homem. E, no entanto, as pessoas continuam a depositar todas as suas esperanças sobre sistemas que, como está muito evidente nos dias de hoje, não são tão seguros assim.

Durante muito tempo, temos vivido aprendendo a confiar no nosso emprego, na renda de familiares, em bens que detemos, na estabilidade de uma aposentadoria ou de um emprego público, em nossas contas bancárias, em nossos fundos de rendas fixas, nossos imóveis, ou até mesmo na nossa própria capacidade. Sentimo-nos seguros, ou inseguros, puramente diante disso.

De repente, uma crise começa no setor imobiliário do império mais rico do mundo. Justamente uma das fontes mais sólidas. E, a partir daí, desencadeia-se uma crise tão forte, que instituições tidas como sólidas, extremamente lucrativas, com patrimônios na casa dos trilhões de dólares, da noite para o dia viram pó. Algo que chocou até mesmo o analista mais pragmático. E, ironicamente, a principal causa dessa crise é tida por muitos especialistas como uma “crise de confiança.”

Essa é uma crise, segundo muitos eruditos (como o próprio ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, que há poucos dias falava sobre ela) terá o poder de redefinir muitas estruturas no mundo. Uma crise que marcará gerações, e poderá redefinir a ordem mundial.

Mas, afinal de contas, o que é que Elohim está tentando nos ensinar?

A resposta é simples, e ilustrada nas palavras de Yeshua:

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Elohim e ao Dinheiro. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Shlomo, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Elohim assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas as nações procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Elohim, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Matitiyahu/Mateus 6:24-34)


III – O que é confiar

Muitos de nós tomamos as palavras supracitadas de Yeshua como belíssimas, e inspiradoras. Mas poucos se atrevem a colocá-la em prática.

De tal forma está incutida em nós a idolatria ao Dinheiro, que só nos sentimos tranqüilos se temos algo que nos dá estabilidade de renda. Não percebemos que isso é justamente colocar o deus-dinheiro na posição que deveria pertencer a YHWH Elohim!

Não quero, com isso, dizer que devamos desistir de trabalhar, ou de usarmos do suor de nossos rostos para lavrarmos o pão. Mas devemos tomar cuidado com o onde depositar a confiança.

A mensagem da crise é clara: Não adianta deixarmos de confiar em Elohim, pois qualquer coisa a que nos agarremos pode, de uma hora para a outra virar pó.

E se não temos esses recursos financeiros, e nos afligimos, somos igualmente culpados da idolatria social ao deus-dinheiro. Afinal, ou confiamos que nossa vida está nas mãos dEle, ou estamos colocando outro no Seu lugar.

IV – O Sapateiro que Venceu a Crise

Uma história contada pelo rebe Nachman de Bratslav ilustra bem essa questão:

Certa vez havia um rei que gostava, mais do que tudo, de sair sozinho com as roupas de um cidadão comum. Ele gostava de conhecer as pessoas comuns do seu reino – uma forma de aprender o seu estilo de vida, e especialmente a sua forma de pensar sobre o mundo. Certa noite, o rei se encontrava caminhando pela rua mais pobre e mais estreita da cidade. Essa era a rua dos judeus. Ele ouviu um cântico à distância. O rei pensou: “Um cântico entoado neste lugar de pobreza certamente deve ser um lamento!” Mas a medida que ele se aproximava, ele podia ouvir a verdadeira natureza daquele cântico: era um cântico de orgulho! “Bai-yum-dum, bai-yum-bai, yum-bai, bai….”

O rei foi atraído para a fonte daquele cântico: o menor e mais humilde casebre daquela rua. Ele bateu à porta: “Acaso um forasteiro é bem-vindo aqui?”

A voz de dentro disse: “Um forasteiro é um presente de Elohim. Pode entrar!”

Na fraca luz interior, o rei viu um homem sentado sobre uma única mobília, uma caixa de madeira. Quando o rei entrou, o homem se levantou e se sentou no chão, oferecendo ao rei a caixa como assento.

“Bem, meu amigo,” perguntou o rei, “o que fazes para ganhar a vida?”

“Ah, eu sou um sapateiro.”

“Você tem uma loja onde você faz sapatos?”

“Ah, não, eu não tenho dinheiro para ter uma loja. Eu levo a minha caixa de ferramentas – onde você está sentado – para a calçada da rua. Lá eu conserto sapatos para as pessoas quando elas precisam.”

“Você conserta sapatos na calçada da rua? Você consegue ganhar dinheiro suficiente desse jeito?”

O sapateiro falou com um misto de humildade e orgulho. “Todo dia, eu ganho exatamente o dinheiro suficiente para comprar comida para aquele dia.”

“Só o suficiente para um dia? Você não tem medo de que um dia você não consiga ganhar o suficiente, e então você passará fome?”

“Bendito seja Elohim, dia após dia.”

No dia seguinte, o rei estava determinado a testar a filosofia desse homem. Ele proferiu uma proclamação de que qualquer pessoa que desejasse consertar sapatos na calçada da rua deveria adquirir uma licença por cinqüenta moedas de ouro.

Naquela noite, o rei retornou à rua dos judeus. Novamente, ele ouviu um cântico à distância, e pensou: “Desta vez, o sapateiro estará cantando uma melodia diferente.” Mas quando o rei se aproximou da casa, ele ouviu o sapateiro cantando o mesmo cântico. E pior, estava ainda mais longo, com uma nova frase que se sobressaia alegremente: “Ah, ha-ah-ah, ah-hah, ah-hah, ah-yai.”

O rei bateu à porta. “Ah, meu amigo, eu ouvi acerca daquele rei iníquo e da sua proclamação. Eu fiquei muito preocupado com você. Você conseguiu comer hoje?”

“Ah, eu fiquei irado quando soube que não poderia mais ganhar a vida da forma que sempre ganhei. Mas eu sabia que tinha direito de ganhar a vida e que encontraria uma forma. Enquanto eu lá estava dizendo para mim mesmo essas palavras, um grupo de pessoas passou por mim. Quando eu lhes perguntei onde iam, eles me disseram: para a floresta apanhar lenha. Todo dia, eles trazem madeira e vendem como lenha. Quando eu perguntei se poderia me juntar a eles, eles disseram: ‘Existe uma floresta inteira lá fora. Venha conosco!'”

“Então eu apanhei lenha. Ao fim do dia, eu pude vendê-la exatamente pelo dinheiro suficiente para comprar comida para hoje.”

O rei retrucou: “Somente o suficiente para um dia? E quanto a amanhã? E quanto à semana que vem?”

“Bendito seja Elohim, dia após dia.”

No dia seguinte, o rei retornou novamente ao seu trono, e proferiu uma nova proclamação: Qualquer pessoa que fosse pega apanhando lenha na floresta real seria alistada para a guarda real. Para completar, ele proferiu outra: nenhum novo membro da guarda real seria pago por quarenta dias.

Naquela noite, o rei retornou à rua dos judeus. Surpreso, ele ouviu o mesmo cântico! Mas agora, tinha uma terceira parte que era militante e determinada: “Di, di, di, di-di, di-di, dah…”

O rei bateu à porta. “Sapateiro, o que te acontenceu hoje?”

“Eles me fizeram ficar em posição de sentido o dia todo na guarda real! Eles me deram uma espada e uma bainha. Mas eles me disseram que eu não seria pago por quarenta dias!”

“Ah, meu amigo, eu aposto que você agora lamenta não ter guardado algum dinheiro.”

“Bem, deixe-me te contar o que eu fiz. Ao fim do dia, eu olhei para a lâmina de metal. Eu pensei comigo mesmo, isto deve ser valioso! Então eu removi a lâmina do cabo, e fiz uma outra lâmina de madeira. Quando a espada está na bainha, ninguém percebe a diferença. Eu levei a lâmina de metal a um penhorista, e a empenhei por dinheiro suficiente para comprar comida para um dia.”

O rei ficou perplexo. “E se houver uma inspeção de espadas amanhã?”

“Bendito seja Elohim, dia após dia.”

No dia seguinte, o sapateiro foi tirado da fila da guarda do rei. A ele foi apresentado um prisioneiro acorrentado.

“Sapateiro, este homem cometeu um crime horrível. Você deve levá-lo à praça. Usando sua espada, você deve decapitá-lo.”

“Decapitá-lo? Eu sou um judeu observante. Eu não poderia tirar a vida de outro ser humano.”

“Se você não o fizer, mataremos você junto com ele.”

O sapateiro conduiu esse pobre homem, que tremia, até a praça, onde uma multidão estava reunida para assistir à execução.  O sapateiro colocou a cabeça do prisioneiro sobre o lugar de corte. Ele ficou de pé, com sua mão no cabo de sua espada. Voltado para a multidão, ele falou.

“Que Elohim me seja por testemunha: Não sou um assassino! Se este homem for culpado do crime, que minha espada permaneça como sempre. Mas se ele for inocente, que minha espada se transforme em madeira!”

Ele desembainhou sua espada. O povo engasgou quando viu a lâmina de madeira. Eles se curvaram ao ‘grande milagre’ que lá havia acontecido.

O rei, que estivera vendo tudo isso, se aproximou do sapateiro. Ele o tomou por ambas as mãos, e olhou para ele profundamente em seus olhos. “Eu sou o rei. E eu sou o teu amigo que te visitou nestas noites. Quero que você venha viver comigo no palácio e ser meu conselheiro. Por favor me ensine como viver assim – um dia de cada vez.”

Então, na frente de todos, os dois dançaram e cantaram: “Bai-yum-dum, bai-yum-bai, yum-bai, bai….”

V – Buscando o Reino

Você já imaginou o poder transformador que surgiria se nós, israelitas, de fato colocássemos o Reino em primeiro lugar?

Sim, estamos buscando o Reino, mas será que o estamos fazendo em primeiro lugar? Somos capazes de fazer horas extras, longas viagens que nos afastam da família, esforços que muitas vezes até mesmo custam a nossa saúde, ou sacrificam nossos laços familiares, justamente para obter essa confiança na estabilidade econômica, que nada mais é do que confiar nossos destinos ao deus-dinheiro.

O ser humano é dotado de uma força extraordinária. É capaz de se adaptar às condições de vida mais áridas, por meio da força do seu próprio esforço. Você já imaginou se todo esse esforço que nós, enquanto seres humanos, somos capazes de fazer, fosse canalizado para o Reino?

Já pensou que potencial teríamos de mudar o mundo se virássemos noites para darmos mais amor ao próximo, se viajássemos para nos aproximarmos de familiares com quem estamos brigados há muitos anos, se buscássemos cuidar das nossas famílias, e investíssemos nossos principais recursos não na bolsa de valores, mas nos laços que unem nossas famílias, e nossas comunidades?

E se, ao invés de confiarmos em nossos empregos, confiássemos de fato e de coração que todo sustento vem de Elohim? E se fôssemos capazes de entender que o aumento que precisamos para sustentar um filho por vir está em Suas mãos, e não na de nossos chefes? E se a glória que dados a nossos superiores como bajulação política fosse direcionada ao único que é digno de glória, na plenitude de nossos corações?

Quantos sinais de Elohim continuaremos a ignorar? Será que acharemos, arrogantemente, que os sinais são para “o mundo” e não para nós, porque somos israelitas? Acaso Noach não atentou para os sinais a fim de saber quando deveria concluir a arca?

VI – Dentro ou fora da arca: Onde você quer estar?

Gostaria de encerrar essa pequena drashá com as palavras do rabino Tzvi Freeman, que diz:

“Há uma tempestade raivosa no mar. Há ondas infernais que quebram e batem na costa, levando tudo embora, deixando um rastro de desolação.

O mar é o mundo do sustento. As ondas são o stress e a ansiedade da indecisão, não  sabendo para onde se voltar, em que se apoiar. Altos e baixos, calor e frio – constantemente sendo jogados para trás e para frente.

Faça como Noach fez e construa uma arca. Uma arca, no hebraico, é uma teivá – que também significa “uma palavra.” A sua arca devem ser as palavras de meditação e de oração. Entre em sua arca, e deixe que as águas te ergam, ao invés de te afogarem juntamente com o resto.”

Muitos de nós, israelitas, sofremos de uma síndrome de um falso conforto – algo semelhante ao que fazem os que crêem num “arrebatamento pré-tribulacionista” – o que, já vimos anteriormente, não tem qualquer respaldo nas Escrituras. Até quando nós, israelitas, acharemos que o dilúvio não é para nós? Será que entraremos na arca, numa vida na Torá do Reino de Yeshua, a tempo, antes que as águas comecem? A escolha é de cada um de nós.

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Uma resposta para A Bolsa de Valores, o Reino, o Sapateiro e o Dilúvio

  1. Paulo disse:

    Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da MALDIÇÃO; porque está escrito: MALDITO TODO AQUELE QUE NÃO PERMANECER EM TODAS AS COISAS QUE ESTÃO ESCRITAS NO LIVRO DA LEI, PARA FAZÊ-LAS.
    (GÁLATAS 3:10).
    QUEM QUER SER SALVO PELA OBEDIÊNCIA À LEI (QUALQUER LEI), TERÁ QUE OBEDECÊ-LA SEM JAMAIS FALHAR (ALGO IMPOSSÍVEL AO PECADOR), POIS SE TROPEÇAR EM UM SÓ PONTO, TORNA-SE CULPADO DE TODOS OS OUTROS (TIAGO 2:10), FICANDO ASSIM CONDENADO.
    COMO O PECADOR NÃO PODE RENDER OBEDIÊNCIA PERFEITA, ELE ESTARÁ SOB CONSTANTE MALDIÇÃO, AO TENTAR SER SALVO PELA GUARDA DA LEI!

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