O QUE VOCÊ NÃO LERÁ NA IMPRENSA HUMANISTA OCIDENTAL

Não será notícia nos jornais ocidentais. Procurei no sites noticiosos, e nada! Afinal, como sabemos, as “agências”, em matéria de Oriente Médio, só acreditam nas fontes do Hamas. Mas está lá, noticiado pelo Jerusalem Post. Tão logo Israel começou a deixar a Faixa de Gaza, os heróis dos Hamas cercaram seus adversários do Fatah — ou o que restou deles — seqüestraram-nos e os transferiram para escolas e hospitais, transformados em centros de interrogatório e tortura. Acusação: eles teriam atuado como espiões de Israel.

Uma fonte do Fatah em Ramallah, na Cisjordânia, afirmou que cerca de 100 de seus militantes foram mortos ou feridos pelo Hamas. Um representante da corrente em Gaza disse que pelos menos 80 de seus companheiros foram punidos com tiro nas pernas ou fratura nas mãos. “O que está acontecendo em Gaza é um novo massacre, protagonizado pelo Hamas contra o Fatah. Onde estavam esses covardes quando as forças israelenses estavam aqui?”

Segundo os militantes do Fatah, muitos de seus homens estão sendo capturados enquanto prestam assistência à população que enterra os mortos da guerra. Outros levam tiros nas pernas apenas por sorrir em público, o que é interpretado como satisfação pela ação israelense em Gaza. Em suma, o Hamas se impõe aos próprios palestinos por meio da tortura, da bala nas pernas, da fratura de membros e, claro, da morte. E não se vai ouvir um pio a respeito.

Parece que, na antiga ordem mundial, da qual muitos falam com saudade, quando “eles” lá se torturam entre eles, isso não tinha grande importância — desde que, do lado de cá, pudéssemos fazer vigorosos discursos de paz.

“Bem, Reinaldo, melhor do que intervenção e guerra, né? Talvez eles produzam menos cadáveres entre si, numa coisa, assim, bem lá deles”. É, talvez… Mas não me venham, então, falar em nome de alguma superioridade humanista. Quanto ao Hamas, ademais, cumpre lembrar. Eles matam com gosto e requintes de crueldade o seu próprio povo, é verdade. Mas eles querem mesmo é acabar com Israel. Se não acabam porque não podem, não quer dizer que não queiram e não se mobilizem pra isso.

Ficarei aqui aguardando os protestos das entidades de defesa dos direitos humanos e dos representantes da ONU em Gaza contra o massacre de palestinos do Fatah promovido pelos palestinos do Hamas. Creio que não virão. A razão é simples: a ONU, em Gaza, é parceira dos terroristas. O dia hoje é particularmente interessante para dar essa notícia. Há quem queira que o terrorismo só existe porque falta diálogo.

A realidade mostrará que não. Até lá, muita lágrima e muita babaquice vão rolar debaixo da ponte das fantasias.

Reinaldo Azevedo

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