Bereshit

O momento que começo este blog nazareno não é bom. Guerra na faixa de Gaza, ataques anti-missionários, reforma da língua portuguesa. Mas enfim, a Bíblia diz que se nos calássemos a pedras clamariam; então me sinto impelido a falar. E vou começar a falar sobre mim.

Primeiramente, quero deixar claro que não sou judeu e muito menos rabino. Sou um Efraimita que tem estado em processo de Teshuvá (Retorno ao Caminho Genuíno do Eterno), processo geralmente não fácil, mas muito gratificante. E podemos dizer que a base deste blog será exatamente esta, a Teshuvá.

Neste caminho que tenho trilhado muitas dúvidas têm surgido, e este blog servirá, entre outras coisas, para revelar estas dúvidas e compartilhar as respostas encontradas. Participo de alguns Grupos de Estudos Nazarenos, também tenho lido muito e, portanto, postarei aqui alguns estudos extraídos destes grupos, além de comentários pessoais.

Enfim, é um começo, mas espero que este blog cresça como reflexo do meu crescimento no Caminho da Teshuvá. Pra começar, alguns comentários sobre algo que tem me deixado muito triste, a guerra de Israel na Faixa de Gaza.

Shalom,

No amor de Yeshua!

Ba`al Teshuvá

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CULPADO, MAIS UMA VEZ!

Enquanto escrevo as primeiras palavras deste blog, leio uma reportagem no UOL sobre ataques do Líbano à Israel. A mídia tem me deixado pasmado, mais uma vez, pelo tratamento ridículo que estão dando a noticias sobre a invasão de Israel. É triste saber que muitas pessoas têm lido e assistido as noticias distorcidas e irreais apresentadas e acreditado em cada palavra que possuem apenas o objetivo de culpar a vitima e vitimar o culpado. Bom, para não me ater a minha revolta, apresento abaixo alguns fatos, comentários e análises sérias, verdadeiras e realistas sobre o conflito em Gaza.

Não é de hoje que o mundo tenta imputar a Israel e aos judeus culpas descabidas, que tem por vezes trazido desgraça e vergonha sobre este povo. Podemos citar como exemplo a inquisição, o nazismo, o Protocolo de Sião, dentre tantas outras acusações anti-semitas. E mais uma vez estamos diante de acusações infundadas contras Israel e o povo judeu.

Na terça-feira, dia 06, os protestos contra a operação Israelense em Gaza se intensificaram. Em Paris, um carro foi jogado contra uma sinagoga em um frustrado atentado anti-semita. Nos EUA, França e Inglaterra passeatas e tentativas de ataques às embaixadas Israelenses não são noticiadas pela mídia internacional. Mas o ataque às escolas da ONU pelos tanques israelenses nesta terça-feira foi extensivamente noticiado.

Está certo, o ataque foi uma tragédia, mas o que foi mostrado pela imprensa não corresponde a verdade. Mais uma vez vemos a manipulação e tentativa de mostrar Israel como agressor sem escrúpulos nem compaixão, que mata civis sem qualquer discriminação.

O Blog de Israel apresenta os fatos que não foram mostrados pela grande mídia sobre o Ataque à Escola da ONU e outras noticiam, conforme transcrevo abaixo:

DO ATAQUE À ESCOLA DA ONU

No momento do ataque à escola, o exército israelense tinha provas que o local era utilizado como base de lançamento de foguetes contra cidades Israelenses ao sul, como Ashdod e Sderot. Um extenso material foi coletado provando a presença de vários militantes do Hamás utilizando as escolas como ponto de lançamento e armazenamento de arsenal bélico. Um dos vídeos pode ser visto logo abaixo:

Não sabíamos que havia pessoas refugiadas na escola no momento do ataque, pois se assim fosse o ataque não teria acontecido. O ataque só foi realizado pois militantes do Hamás abriram fogo contra tropas israelenses que andavam próximo ao local. Quando o ataque foi revidado, houve grande explosão, o que comprovou a presença de grande quantidade de material bélico no interior da escola. Israel lamentou grandemente os mais de 30 civis mortos neste trágico ataque, mas chamou a atenção das pessoas em relação à atitude do Hamás de utilizar uma escola em plena atividade como ponto de lançamento de foguetes e armazenamento de mísseis. Será que as pessoas não percebem a falta de valor à vida destes terroristas? Que tipo de exército utiliza escolas como base de lançamento de foguetes? Que tipo de militantes abrem fogo voluntariamente contra soldados israelenses de dentro de uma escola que estava repleta de refugiados civis?

DA AJUDA HUMANITÁRIA


Israel tem permitido a entrada de ajuda humanitária desde ANTES do início do conflito, e tem feito o mesmo durante o conflito. Dois dias depois de iniciado o confronto, o porta-voz do Hamás REJEITOU ajuda humanitária do Egito visando enfatizar ao mundo o sofrimento do povo palestino. A ONU reclama que a ajuda não tem sido suficiente devido à precária situação de Gaza ANTERIOR ao conflito, situação essa de inteira responsabilidade do Hamás e seu governo.

DAS OPERAÇÕES DO EXÉRCITO ISRAELENSE


Além de realizar diariamente centenas de LIGAÇÕES telefônicas avisando civis sobre os ataques, o exército israelense também distribui panfletos alertando a população a ficar longe de determinadas áreas que são utilizadas pelo Hamás. Hoje, na cidade de Rafah, milhares de panfletos foram despejados de aviões Israelenses com os dizeres: “Pelo fato do Hamás utilizar a vossa casa para esconder e contrabandear armamento militar, o exército Israelense atacará a área entre a fronteira com o Egito até a estrada costeira.” Como resultado, mais de 800 pessoas foram para abrigos da ONU, mas muitas foram ameaçadas de morte por militantes do Hamás caso deixassem suas casas. O Hamás precisa de civis como escudos humanos. Vários palestinos foram mortos por desobedecerem às ordens dos terroristas.

DO ESCUDO HUMANO


Soldados Israelenses no front e oficiais da ONU têm relatado que militantes do Hamás se apropriam de ambulâncias para conduzirem ataques contra as tropas Israelenses. Em várias destas ambulâncias foram achadas crianças em estado de choque. Elas afirmaram que soldados do Hamás as obrigaram a entrar nos veículos antes dos ataques. Mas é claro que a CNN não publicará as declarações dos soldados e dos oficiais da ONU sobre este fato.

DO CESSAR-FOGO


Apesar da constante pressão internacional para um cessar-fogo definitivo na região, o representante do partido político do Hamás, Moussa Abu Marzouk, declarou nesta quarta-feira que “o Hamás sequer falará sobre um cessar-fogo permanente enquanto Israel continuar sua ‘ocupação’, e continuará sua resistência contra os sionistas.” Marzouk refere-se não à ocupação de Gaza (pois desde 2005 Israel deixou completamente o local com independência política e territorial dada à Autoridade Palestina), mas sim a presença de Judeus em ISRAEL como um todo. Mais uma vez lembro a todos que o objetivo do Hamás não é nem nunca foi a criação de um estado Palestino independente, mas sim, a total aniquilação de Israel. Infelizmente, as “crianças” de Gaza embaçam a visão do mundo sobre as verdadeiras intenções do Hamás.

DAS FRONTEIRAS


O Hamás exige a abertura das fronteiras com o Egito e com Israel, e mostra ao mundo como a fechamento de tais regiões tem prejudicado o povo palestino em geral. Mas as pessoas se esquecem que as fronteiras foram fechadas apenas em 2007, quando o Hamás entrou em confronto com a Autoridade Palestina e tomou à força o controle das áreas de fronteiras, utilizando-as para desviar ajuda humanitária e contrabandear armamento. Em julho de 2008 um cessar-fogo entre o Hamás e Israel foi assinado, permitindo às fronteiras permanecerem abertas permanentemente, contando que o Hamás interrompesse os ataques com foguetes à Israel. Como estes ataques nunca foram interrompidos (só no cessar fogo o Hamás lançou mais de 350 foguetes), Israel periodicamente fechava as fronteiras. Em dezembro de 2008, o Hamás declarou que não renovaria o cessar-fogo devido às “violações” de Israel.

Bem, como vocês podem ver, não há um grande interesse da mídia internacional em mostrar os fatos como eles realmente são, pois afetaria a imagem que tenta-se construir em relação aos Palestinos. Imagem esta que já está amplamente difundida e acaba por cegar as pessoas a fatos e informações que poderiam mostrar o “outro lado da moeda”. Nosso desejo é encerrar este conflito o mais rápido possível, mas não o faremos enquanto houver risco e terror a nossos cidadãos. Só hoje, quarta-feira, mais de 30 foguetes foram lançados contra cidades Israelenses, e isto já tem sido feito há anos antes do atual conflito. Esta situação não pode continuar.

Fonte:

veja.abril.com.br/blogs/reinaldo

Blog de Israel

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