Mandamento por mandamento

janeiro 12, 2009

Vou ser sincero, ser um Shomer Torah, ou seja, um cumpridor da Torah, não é fácil. Mas não porque os mandamentos do Eterno são difíceis.

“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus manda-mentos; e os seus mandamentos não são pesados”. (I João 5:2-3)

Na verdade o que há é um problema de costume e cultura. Pense, não comer carne de porco num país onde a carne de porco não é alimento, sendo como o comer carne de cachorro no Brasil, é fácil. Uma criança num país deste já cresce sabendo que a carne de porco não é alimento, e nem questiona isso. Mas e quando você é criado e vive num país onde um dos pratos típicos é a feijoada?

E quanto ao Shabat? Seria tudo mais fácil se vivêssemos em um país sabatista, como Israel, afinal de contas, o Shabat seria semelhante ao nosso domingo (!). Aliás, no Brasil nem se quer aqueles que dizem que guardam o domingo como o Dia do Senhor realmente o guardam e respeitam, o que se dirá a respeito do sábado. Nosso horário comercial é de segunda à sexta, das 8 às 17h ou das 9 às 18h. Isso quando não se tem que trabalhar aos sábado. Festas, baladas e todo tipo de evento são organizados as sextas à noite, ou durante os sábados. Sábado é o dia de comprar, dia de passeio, dia de tudo, menos Dia do Eterno.

Enfim, não é fácil, mas isso não é desculpa para não observar a Torah. Estou fazendo como aconselhou Sha’ul Bentsion, do Grupo Nazareno Torah Viva, “um passo de cada vez. Aprenda BEM um mandamento. Incorpore-o em sua vida. E quando estiver na sua medula óssea, passe ao próximo.”


“Corra para perseguir o menor dos mandamentos, e fuja da transgressão. Pois um mandamento traz outro mandamento, e uma transgressão traz outra transgressão. Pois a recompensa de um mandamento é um mandamento, e a recompensa de uma transgressão é uma transgressão.” (Rabino Ben Azai, Pirkei Avot (Ética dos Pais))

Alguns mandamentos já estão fixados em meus hábitos, como por exemplo os hábitos alimentares. Há uns 4 anos já não como os animais impuros relacionados em Vayikra (Levítico) 11. Mas e quanto ao Shabat? Confesso, não tem sido fácil. Algumas semanas até consigo fazer o Cabalat Shabat, consigo dedicar o sábado ao Eterno, guardar realmente o Shabat, mas ai na próxima semana acontece algo, tem alguma evento, alguma atividade ou algumas vezes até trabalho. E ai? É um problema, pois tem toda a questão de família, sociedade, empresa, etc. Mas entendo que isso também é questão de planejamento, e por isso estou procurando planejar melhor minhas semanas, de forma que os shabatot fiquem sejam respeitados e honrados como se deve.

E por falar em Shabat, segue abaixo um texto publicado no Torah Viva sobre o Shabat.

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Ser um Nazareno

janeiro 12, 2009

Baseado nas definições de grupos Nazarenos do Brasil, quero esclarecer o que é um Nazareno nos dias de hoje.


Em primero lugar, ser nazareno não significa ser judeu. No meu caso sou um efraimita nazareno. Qualquer dia explico melhor o que isso significa.


Ser nazareno significa que sou observante da Torah e dou testemunho de Yeshua HaMashiach (Revelação 12.17), porém não sou cristão, nem missionário e não converto judeus.


Ser nazareno é não se preocupar em agradar a homens. É ser 100% pró-Israel e pregar o amor entre os povos e a adoração a YHWH, o Único e Verdadeiro Elohim.


Acerca dos Nazarenos, Epifânio, judeu helenizado que viveu no século 3 e se converteu ao cristianismo, diz o seguinte:


“Mas estes sectários… não se chamavam de cristãos – mas de ‘nazarenos’… contudo, são simplesmente judeus completos. Eles não só usam o Novo Testamento como também o Antigo Testamento, como o fazem os judeus… Eles não possuem diferentes idéias, mas confessam tudo exatamente como a Torá descreve e na forma judaica – exceto, porém, por sua crença no Messias. Pois eles reconhecem tanto a ressurreição dos mortos quanto a criação divina de todas as coisas, e declaram que Elohim é Um, e que o Seu Filho é Yeshua o Messias. Eles são bem treinados no hebraico. Pois dentre eles a Torá inteira, os Nevi’im (Profetas) e… os Ketuvim (Escritos)… são lidos em hebraico, como certamente o são entre os judeus. Eles são diferentes dos judeus, e diferentes dos cristãos, apenas no seguinte: Eles discordam dos judeus porque chegaram à fé no Messias; mas como eles ainda estão na Torá — circuncisão, o Shabat, e o restante — eles não estão de acordo com os cristãos… eles não são nada mais do que judeus… Eles possuem as Boas Novas de acordo com Matitiyahu completamente em hebraico. Pois está claro que eles ainda preservam-nas no alfabeto hebraico, tal qual foram escritas originalmente.”
(Epifânio; Panarion 29)

O “pai da igreja” Jerónimo (século 4) descreve a estes nazarenos como “os que aceitam ao Messias de tal maneira que não cessam de observar a Torah.” (Jerónimo; Sobre Isa. 8:14).


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